18 Luck Strike's, três Jhivaghos, jazz e insônia. Alguém me arranque daqui.
São cinco e doze da manhã, e não sei o que escrever. Pior do que isso, tenho tanto á dizer, mas não sei como dizer, ou o que dizer, só sei que devo dizer, mas me falta a consciência das palavras, ou talvez, quem sabe, a coragem necessária para desencavar as palavras presas na garganta. Mas, afinal, quem é que pode saber?
Escrever é simples, apenas com uma tecla apago, edito, releio e refaço o que não gosto. Brinco de Deus! Talvez por isso seja tão simples escrever quando não se sabe o que escrever. E, afinal, quem garante que colocarei realmente este texto á público? Eu é que não!
São cinco e dezoito da manhã, e estou sentindo o cansaço de uma semana de torturas físicas e psicológicas. O peso dos meus braços é assombroso, mas as teclas exercem um controle magnético assuatdor sobre meus dedos. Os olhos sabem qeu deveriam se fechar, mas, apeasr da visão turva, insistem em não me dar descanso, e, além do mais, ainda existe quase metade do conteúdo incolor dentro dew uma garrafa, me desafiando á imbecilidade e inconsequência. Um brinde á imbecilidade e á inconsequêncai, então!!
O derradeiro fim é inevitável, mas muitas vezes pode estar sobre nosso controle. A grande questão é, se não tivéssemos tomado controle, seria ainda assim derradeiro? Despedidas, às vezes. são apenas despedidas. Ou não.
Fotos antigas, às vezes são navalhas, e cartas que de dias passados, vidas, passadas adiante ou enterradas, sangram e choram, mesmos que não as leiamos.
Aldus Huxley, se fosses um profeta, talvez teu Admirável Mundo Novo já não fosse tão novo, quem sabe não tão admirável, mas com certeza seria um mundo, o que é mais que essa imensidão confusa de sentimentos (ou ausência deles, o que leva realmente á questão: seria o desepero pela ausência de sentir uma sensação ou uma reação consciente do deslocamento social?), lembranças e esperanças desfeitas, batidas no liquidificador e dspejadas suavemente sobre nossas narinas, nos sufocando lentamente.
Tudo que sei é que nada sei. E o que acho, depois de meia garrafa de vodka barata e dois terços de um maço de Luck Strike (grande sorte!), realmente não tem grande importância. Talvez o que sinto fosse de alguma relevância, mas e quando tudo que se sente é vontade de não sentir, apesar da consciência do não sentir, e da necessidade cultural de sentir um pouco mais, á fim de superar o que acho e o que não sei?
Mas, afinal, que é que sabe??
terça-feira, 10 de julho de 2007
Ode ao tédio
Assinar:
Postar comentários (Atom)

0 comentários:
Postar um comentário