sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Crítica do projeto Pândega

Certo dia, minha professora de português da faculdade me convidou a ingressar num projeto literário, como foi explicado no primeiro comentário do último post (a vida em um segundo). A primeira parte foi criar um texto baseado em um curta-metragem. Eu criava tranquilamente, quando ocorreram os fatos relatados no conto referido (sim, infelizmente é um fato verídico).

Escrevi esse conto por dois motivos:
1- Não sei rezar e, mesmo que soubesse, acho que reza de ateu em momento de desespero não é aceita sem uma autorização protocolada pelas autoridades competentes, então precisava que pessoas com uma alma em melhores condições do que a minha fizessem isso por mim.

2- O conto que escrevi inicialmente estava mesmo um fecaloma.

Feito isso, a primiera parte do projeto estava cumprida.

A segunda parte é a crítica feita por outro integrante do projeto. Demorou, emperrou, mas saiu. Sendo assim, agradeço ao Thadeu pelo texto que segue. Visitem-no no Blog do Thadeu, assim como os outros integrantes do projeto, na seção Pândega, aí do seu lado direito.

Assim falou Thadeu:

Tratar sobre o quanto a vida representa, como a deixamos passar rápido ou o quanto ela é subjetiva, se mostrou um tema de abordagens muito variáveis em nosso programa. Pelo menos para quem o escolheu como tema, isto é, a maioria.

Plínio, o autor do texto “ A vida em um segundo”, escreveu uma narrativa com um tom muito interessante. Aparenta ser realidade, a forma como é desenvolvida me deixou até em dúvida: coincidência o tema com o acidente da sua amiga? E o pedido do final? Pareceu até um diário-blog, na qual o escritor faz textos sobre sua vida dia a dia.

A estória propriamente dita não me chamou a atenção, e sim a forma como ele a descreveu. Gosto muito da maneira como ele explica os fatos, ou até mesmo suas ações e participações no texto. Como em “ me amaldiçoei...Acendi um cigarro”, “ o atendente foi um anjo com sotaque baiano”. Gosto de maiores explicações e descrições que dão um tempero melhor ao texto.

Título é sempre um item importante no texto, e por o tema passado pela professora ser exatamente esse, ”A vida em um segundo”, faltou um pouquinho de imaginação para a criação de um título melhor. Reservar um tempo maior e fugir da ansiedade de postar o mais rápido possível pode ajudar para uma melhor desenvoltura no que chamamos de chamariz do texto.


É isso aí, patota, quem leu, leu. Quem não, se Thadeu! (desculpa, cara, não resisti).
Em tempo: acho que, se as sete pessoas que comentaram, mais as que eu imagino que tenham lido e tiveram PREGUIÇA de me escrever (herpes procêis!) fizeram o pensamento positivo que eu pedi, a coisa deu certo! Aline não corre mais risco de paralisia, o coágulo está sendo tratado com remédio (talvez dispense cirurgia), e imagino que ela esteja fazendo a felicidade do hospital, com aquele sorriso incrível que só morenas leoninas sabem dar! Obrigado á todos que se sensibilizaram. E se quiserem contribuir ainda mais, façam um depósito na minha conta corrente pra eu mandar umas flores bonitas pra Salvador, ok?

3 comentários:

Calebe disse...

Você precisa é de umas bolachas na cara pra largar a mão de ser engraçadinho, a "Bullet with butterfly" não se habilita não?

Plínio,

parada é a seguinte: sobre as marditas resenhas, que bom que você tenha gostado. Perdão por ter escrito tão pouco em cada uma delas, assim o fiz porque fiquei pensando na coisa do tempo de leitura na rádio. Mas da próxima vez as coisas mudam. Passa, quando possível, o quanto de caracteres fica legal para elas, assim fico mais à vontade quando estiver escrevendo uma. Firmê?

E se você vier com esse negócio de candura não sei das quantas, nem vou dar à honra à "Butterfly" de surrá-lo. Candura é o caralho.

Dito isso, atesto que sua encheção de saco com o negócio de eu voltar a escrever na Abstraktus, parece ter servido para alguma coisa. Voltei para lá. Depois confira, certo?

Abração. Dia desses apareço aí no Spel.

Te cuida.

Calebe

O camaleão disse...

Caro, Plínio

Meus conceitos sobre crítica estão realmente ultrapassados. Já que, se partirmos do princípio que se devem levar em conta três efeitos numa obra literária: o autor, a obra e o leitor, mas, enfim, é melhor eu parar por aqui. Contudo, vou me ater às entrelinhas de seus textos, as quais não são perceptíveis por olhos comuns.

Um abraço

Wagner Ribeiro

Calebe disse...

Agora é a minha vez de cobrar coisa nova, porque cê sabe, né?, leitores ávidos têm uma sede insaciável...

Mas e aí, cara, tudo beleza contigo? A sua amiga que sofreu o acidente está cada vez melhor, aposto.

E o Leia Livro?, muito trabalho? Muito livro novo pra resenhar?

Abraço,

Calebe.